A vez da Campanha

O mapa vinícolo brasileiro está mudando, desde que um grupo de fazendeiros trocou a pecuária na campanha do Rio Grande do Sul pelo plantio de videiras. São 454 milhões de quilômetros quadrados (praticamente o equivalente a uma Suiça inteira) que fazem fronteira com o Uruguai e com a Argentina, países reconhecidamente bons produtores de vinhos. É ali, com terroir e condições cilmáticas bem semelhantes aos hermanos, onde 16 vinícolas e 180 produtores de uvas estão produzindo e engarrafando bons vinhos, mudando o mapa viticultor do país.

Região de pouca chuva (um dos maiores problemas da Serra Gaúcha), em dez safras, sete foram sem chuvas, isso nos meses de colheita. É feito para espocar borbulhas que, aliás, também são produzidas ali

Com pouca chuva, umidade, bastante sol e muito vento, a região permite a produção de vinhos naturais, já que a incidência de fungos é baixa. É o que o francês Gaspar Desurmont, trinta e pouquinhos anos, nascido em Paris e hoje um feliz morador de Dom Pedrito, na campanha, vem fazendo: um vinho natural, que deu o nome de Vinhética. De tão bom que é, será o vinho oficial do 14 de julho no Rio (usa uvas como arinarnoa, que combina com cabernet sauvignon e teroldego com merlot, todas cultivadas na região)

Há menos de 20 anos, cidades como Bagé, Candiota, Dom Pedrito, Santana do Livramento, Rosário do Sul, Alegrete e Uruguaiana viviam basicamente de pecuária. Fazendas e fazendas de gados e cordeiros espetaculares (ainda são), mais arroz e pêssegos. E agora uvas e olivais (que já rendem bons azeites)
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